Ritual de autoflagelação

Posso passar dias, até semanas sem ter notícias suas, sem te ouvir cantar e sem falar de você. Mas cedo ou tarde eu ainda volto lá pra ver como é que anda a sua vida, ou ao menos o que você escolhe mostrar. Esse ritual é quase uma autoflagelação, sabe? Porque me dói ver que sem mim você passa tão bem. Dói ficar de fora de tudo que você está vivendo, mesmo que seja só um almoço naquele lugar gostosinho do Largo do Machado que a gente costumava ir junto nos dias de preguiça depois de muitas horas de amor e sono. Me dá um ciúme, uma tristeza, um aperto no peito, nó na garganta... Daí quando dou por mim eu tô chorando de novo. Parece até burrice essa coisa de a gente mesmo ir lá e arrancar a casquinha da ferida né? Mas a verdade é que não consigo evitar.
Já conheci muita gente, gosto de alguns garotos... Mas depois de você, os outros são os outros.

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